Zumbido no ouvido: o que é, o que causa e como tratar

Ouvido, a ventilação

Zumbido no ouvido: o que é, o que causa e como tratar

31 de agosto de 2026 · 19 min de leitura

O zumbido é a percepção de um som — apito, chiado, assobio ou pulsação — sem que exista uma fonte sonora externa. Não é uma doença única, e sim um sintoma que pode ter várias causas, da perda auditiva à exposição a sons intensos. Zumbido súbito, em apenas um ouvido, pulsátil ou acompanhado de perda auditiva merece avaliação mais cuidadosa.

Sumário

O que é zumbido no ouvido?

O zumbido no ouvido é a percepção de um som mesmo quando não existe uma fonte sonora externa produzindo aquele ruído.

Ele pode ser percebido de diferentes maneiras. Algumas pessoas descrevem um apito, enquanto outras escutam um chiado, assobio, pressão, pulsação ou até um som semelhante ao de uma televisão fora do ar.

O zumbido pode aparecer ocasionalmente ou estar presente praticamente o tempo todo. Também pode ser percebido em apenas um ouvido ou nos dois.

Em algumas pessoas, ele é discreto e quase não interfere na rotina. Em outras, pode ficar mais evidente no silêncio, dificultar o sono, atrapalhar a concentração e causar bastante incômodo.

É importante entender que zumbido não é uma doença única, mas um sintoma que pode estar relacionado a diferentes condições. Alterações da audição, exposição a sons muito intensos, problemas no ouvido, determinados medicamentos e outros fatores podem estar envolvidos.

Por isso, quando o zumbido é persistente, intenso ou começa a interferir na qualidade de vida, o mais importante é investigar por que ele está acontecendo, em vez de simplesmente tentar conviver com o sintoma.

A avaliação com um otorrinolaringologista permite analisar as características do zumbido, investigar a audição e identificar se existe alguma causa que possa ser tratada.

Zumbido como apito, chiado ou som contínuo

O zumbido pode ser percebido de maneiras muito diferentes. Não existe um único tipo de som que caracterize o problema.

Algumas pessoas descrevem um apito agudo, enquanto outras percebem um chiado, assobio, ruído semelhante a um motor ou até uma sensação sonora difícil de definir.

O som também pode ser:

  • Contínuo ou intermitente;
  • Mais agudo ou mais grave;
  • Forte ou bastante discreto;
  • Percebido principalmente no silêncio;
  • Variável ao longo do dia.

Em algumas situações, o paciente percebe que o zumbido fica mais intenso à noite, quando há menos sons ao redor para competir com ele. Isso pode tornar mais difícil relaxar ou pegar no sono.

A forma como o zumbido é percebido pode fornecer informações importantes durante a avaliação médica. Por isso, vale observar quando ele aparece, como é o som e se existem outros sintomas associados, como perda auditiva, sensação de ouvido tampado ou tontura.

Não existe um tipo específico de zumbido que, sozinho, determine sua causa. É justamente a combinação das características do sintoma com a avaliação do ouvido e da audição que ajuda a direcionar a investigação.

Zumbido em um ouvido ou nos dois

O zumbido pode ser percebido em apenas um ouvido, nos dois ou até mesmo como se estivesse vindo de dentro da cabeça. Essa característica é importante durante a avaliação porque pode ajudar o médico a direcionar a investigação.

Quando o zumbido aparece nos dois ouvidos, ele pode estar associado a alterações que afetam a audição de maneira mais ampla, como a perda auditiva relacionada à idade ou à exposição prolongada a sons intensos.

Já um zumbido persistente em apenas um ouvido merece uma avaliação mais cuidadosa, principalmente quando surgiu recentemente ou está acompanhado de perda auditiva, sensação de ouvido tampado, tontura ou outros sintomas.

Também é importante observar se o zumbido é constante ou aparece apenas em determinados momentos. Algumas pessoas percebem uma relação com o silêncio, estresse, falta de sono ou exposição a ambientes muito barulhentos.

A localização do zumbido, entretanto, não é suficiente para determinar sua causa. A avaliação médica e, frequentemente, uma investigação da audição são importantes para entender o quadro.

Se o zumbido é novo, persistente ou unilateral, vale procurar um otorrinolaringologista para uma avaliação individualizada.

Zumbido pulsátil

O zumbido pulsátil é um tipo particular de zumbido que costuma ser percebido como um som ritmado, muitas vezes semelhante a um batimento ou pulsação, acompanhando o ritmo do coração.

Diferentemente do zumbido mais comum, que pode ser percebido como apito ou chiado contínuo, o zumbido pulsátil pode estar relacionado ao fluxo sanguíneo nos vasos próximos ao ouvido e às estruturas da cabeça e do pescoço.

Por isso, ele merece uma avaliação médica mais cuidadosa, especialmente quando é:

  • Percebido em apenas um lado;
  • Recente ou de início súbito;
  • Persistente;
  • Claramente sincronizado com os batimentos cardíacos;
  • Associado a outros sintomas, como alteração da audição, tontura ou alterações neurológicas.

Nem todo zumbido pulsátil significa que existe uma doença grave. Existem diferentes causas possíveis, e algumas são tratáveis. Entretanto, como sua origem pode ser diferente daquela do zumbido não pulsátil, não é recomendado simplesmente ignorá-lo.

A avaliação com o otorrinolaringologista permite investigar as características do sintoma e determinar se são necessários exames adicionais para identificar sua causa.

Homem levando a mão ao ouvido, com ondas concêntricas destacadas em vermelho ao redor da orelha

O que causa zumbido?

O zumbido no ouvido pode ter diversas causas. Em alguns casos, ele está relacionado diretamente ao sistema auditivo; em outros, pode estar associado a condições que interferem indiretamente na forma como o cérebro percebe os sons.

Por isso, não existe um único tratamento para todos os pacientes. Identificar a possível causa é uma das etapas mais importantes para definir a melhor estratégia.

Perda auditiva

A perda auditiva é uma das causas mais frequentes de zumbido. Quando existe uma redução da capacidade de ouvir determinados sons, o sistema auditivo pode passar por alterações que fazem o zumbido se tornar perceptível.

Ele pode aparecer junto com a perda auditiva ou até mesmo ser o primeiro sintoma percebido pelo paciente.

Exposição a sons altos

A exposição frequente a sons muito intensos, seja no trabalho, em shows, festas ou pelo uso inadequado de fones de ouvido, pode prejudicar as estruturas responsáveis pela audição.

O zumbido pode surgir temporariamente após uma exposição intensa ou se tornar persistente quando existe uma lesão auditiva.

Cera e problemas no ouvido

O excesso de cera no ouvido pode causar sensação de ouvido tampado, redução da audição e, em algumas pessoas, zumbido.

Infecções, inflamações e outras alterações do ouvido também podem provocar ou intensificar o sintoma.

Medicamentos

Alguns medicamentos podem estar associados ao aparecimento ou à piora do zumbido em determinadas pessoas.

Por isso, durante a consulta, é importante informar ao médico todos os medicamentos utilizados, inclusive aqueles que não exigem receita.

Isso não significa que o paciente deva suspender qualquer medicamento por conta própria. Caso exista suspeita de relação entre um remédio e o zumbido, a decisão deve ser discutida com o médico responsável.

Estresse e alterações do sono

O estresse e a falta de sono podem fazer com que o zumbido seja percebido com maior intensidade. Isso pode criar um ciclo em que o paciente se incomoda mais com o som, dorme pior e, consequentemente, passa a perceber ainda mais o zumbido.

Por isso, avaliar a qualidade do sono e o impacto emocional do sintoma também faz parte de uma abordagem completa.

Outras causas

Existem ainda outras possíveis causas, incluindo alterações do ouvido interno, problemas relacionados ao equilíbrio, alterações metabólicas e algumas condições da cabeça e do pescoço.

Em determinados casos, mesmo após uma investigação adequada, não é possível identificar uma causa única para o zumbido.

Isso não significa que o sintoma não possa ser tratado. A avaliação médica permite identificar fatores que podem estar contribuindo para o quadro e definir uma estratégia individualizada para reduzir o impacto do zumbido na vida do paciente.

Zumbido é sinal de perda auditiva?

Nem sempre. Embora o zumbido esteja frequentemente associado à perda auditiva, é possível apresentar zumbido mesmo com uma audição aparentemente normal.

Quando existe perda auditiva, o zumbido pode ser uma consequência da alteração no sistema auditivo. Isso é especialmente comum em pessoas que tiveram exposição prolongada a sons intensos ou que apresentam perda auditiva relacionada ao envelhecimento.

Por outro lado, algumas pessoas percebem zumbido mesmo sem notar qualquer dificuldade para ouvir. Nesses casos, uma avaliação auditiva é importante para identificar alterações que podem ser discretas e ainda não percebidas no dia a dia.

Alguns sinais podem aumentar a suspeita de que o zumbido esteja relacionado a uma alteração da audição:

  • Dificuldade para entender conversas, principalmente em ambientes com muito ruído;
  • Necessidade de aumentar o volume da televisão ou do celular;
  • Sensação de que as pessoas estão falando baixo ou “murmurando”;
  • Dificuldade para localizar de onde os sons estão vindo;
  • Zumbido associado à sensação de ouvido tampado.

Por isso, quem apresenta zumbido persistente geralmente se beneficia de uma avaliação da audição, mesmo que acredite ouvir normalmente.

O importante é não assumir que todo zumbido significa perda auditiva — nem que uma audiometria normal significa que o sintoma não precisa ser investigado. A avaliação deve considerar o conjunto de sintomas e as características individuais de cada paciente.

Profissional segurando um aparelho auditivo, com uma paciente ao fundo durante a avaliação

Zumbido é perigoso?

Na maioria dos casos, o zumbido não está relacionado a uma condição grave. No entanto, algumas características do sintoma merecem uma avaliação mais cuidadosa para identificar sua causa.

O zumbido deve ser investigado principalmente quando:

  • Surge de forma súbita;
  • É persistente e aparece apenas em um ouvido;
  • Está acompanhado de perda auditiva;
  • É pulsátil, acompanhando os batimentos cardíacos;
  • Está associado a tontura importante ou alterações do equilíbrio;
  • Surge junto com outros sintomas neurológicos.

Isso não significa que esses sinais indiquem necessariamente uma doença grave. Eles apenas mostram que o zumbido pode ter uma causa que precisa ser investigada com mais atenção.

Também é importante considerar o impacto que o zumbido causa na vida do paciente. Mesmo quando não existe uma doença grave por trás do sintoma, um zumbido persistente pode prejudicar o sono, a concentração, o trabalho e a qualidade de vida.

Por isso, em vez de tentar determinar sozinho se o zumbido é perigoso, o ideal é realizar uma avaliação médica. O otorrinolaringologista poderá analisar as características do sintoma, avaliar a audição e determinar se são necessários exames adicionais.

Um zumbido persistente não deve ser simplesmente ignorado — principalmente quando apresenta características diferentes do habitual ou está acompanhado de outros sintomas.

Quando o zumbido precisa ser investigado?

O zumbido merece uma avaliação médica quando é persistente, está piorando ou apresenta características que podem indicar uma causa específica.

Nem todo zumbido precisa ser investigado com exames complexos, mas alguns sinais justificam uma avaliação com o otorrinolaringologista, especialmente quando o sintoma:

  • Persiste por semanas ou se torna frequente;
  • Aparece apenas em um ouvido;
  • Surge acompanhado de perda auditiva;
  • É pulsátil e acompanha os batimentos cardíacos;
  • Começa de forma súbita;
  • Está associado a tontura ou alterações do equilíbrio;
  • Interfere no sono, na concentração ou nas atividades do dia a dia.

Também é importante procurar avaliação quando o zumbido surge após exposição a sons muito intensos, principalmente se houver redução da audição ou sensação de ouvido tampado.

A investigação não significa necessariamente que exista uma doença grave. Muitas vezes, o objetivo é identificar fatores tratáveis ou compreender melhor o funcionamento da audição para definir uma estratégia de controle do sintoma.

Quanto mais detalhada for a avaliação, mais fácil será determinar qual é o tipo de zumbido, se existe uma causa associada e quais tratamentos podem ajudar.

Como é feito o diagnóstico do zumbido?

O diagnóstico do zumbido começa com uma avaliação detalhada das características do sintoma e da saúde do ouvido. O objetivo é descobrir se existe uma causa identificável e verificar se há alguma alteração associada à audição.

Avaliação com o otorrinolaringologista

Durante a consulta, o médico procura entender:

  • Quando o zumbido começou;
  • Se é contínuo ou intermitente;
  • Se está presente em um ou nos dois ouvidos;
  • Como o som é percebido;
  • Se acompanha os batimentos cardíacos;
  • Se existe perda auditiva, tontura ou sensação de ouvido tampado;
  • Se houve exposição recente ou prolongada a sons intensos;
  • Quais medicamentos o paciente utiliza.

Em seguida, é realizado o exame físico dos ouvidos e das estruturas relacionadas.

Audiometria e avaliação da audição

A audiometria é um dos principais exames utilizados na investigação do zumbido. Ela permite verificar se existe algum grau de perda auditiva, mesmo quando o paciente não percebe dificuldade para ouvir no cotidiano.

Dependendo do caso, outros testes auditivos podem complementar a avaliação e fornecer informações mais detalhadas sobre o funcionamento do sistema auditivo.

Quando são necessários outros exames?

Nem todo paciente com zumbido precisa realizar exames de imagem ou investigações mais complexas.

Quando existem características específicas — como zumbido unilateral persistente, zumbido pulsátil, perda auditiva assimétrica ou outros sintomas associados — o otorrinolaringologista pode indicar exames adicionais para investigar possíveis causas.

Dessa forma, a investigação é direcionada de acordo com as características de cada paciente, evitando tanto exames desnecessários quanto a negligência de sinais que merecem uma avaliação mais aprofundada.

Otorrinolaringologista examinando o ouvido de uma paciente com otoscópio durante a consulta

Zumbido tem cura?

A resposta depende da causa do zumbido. Em alguns casos, quando existe uma condição tratável por trás do sintoma, o zumbido pode desaparecer completamente após o tratamento.

Por exemplo, quando o zumbido está relacionado a situações como excesso de cera, infecção ou determinadas alterações do ouvido, tratar a causa pode levar à resolução do sintoma.

Por outro lado, quando o zumbido está associado a alterações auditivas crônicas, nem sempre é possível eliminá-lo completamente. Nesses casos, o objetivo passa a ser reduzir a percepção e o incômodo causado pelo zumbido, permitindo que ele interfira cada vez menos na rotina.

Isso não significa que o paciente precise simplesmente “aprender a conviver” com o problema. Existem diferentes estratégias que podem ajudar, dependendo da causa e das características do zumbido.

Por isso, antes de procurar uma solução específica, é importante entender por que o zumbido está acontecendo. Uma avaliação individualizada permite identificar causas tratáveis e, quando não é possível eliminá-lo, escolher estratégias para melhorar significativamente a qualidade de vida.

Como tratar o zumbido?

O tratamento do zumbido depende da causa, das características do sintoma e do impacto que ele causa na vida do paciente. Não existe um único tratamento que funcione para todos os casos.

Por isso, o primeiro passo é realizar uma avaliação adequada para identificar possíveis fatores associados e, quando possível, tratar a causa.

Tratamento da causa

Quando existe uma condição identificável contribuindo para o zumbido, o tratamento deve ser direcionado para esse problema.

Por exemplo, pode ser necessário tratar alterações do ouvido, corrigir uma perda auditiva ou rever fatores que estejam contribuindo para a piora do sintoma.

Em alguns pacientes, tratar a causa pode levar à redução importante ou até ao desaparecimento do zumbido.

Aparelhos auditivos

Quando o zumbido está associado à perda auditiva, o uso de aparelhos auditivos pode ser uma estratégia importante.

Ao melhorar a percepção dos sons externos, o aparelho pode fazer com que o zumbido fique menos evidente e menos incômodo para o paciente.

Terapia sonora

A terapia sonora utiliza sons externos para reduzir o contraste entre o zumbido e o ambiente.

Ruídos suaves, sons ambientais ou outros estímulos sonoros podem ajudar algumas pessoas a perceber menos o zumbido, principalmente em momentos de silêncio, como na hora de dormir.

A estratégia deve ser adaptada às características e preferências de cada paciente.

Terapias comportamentais

O grau de incômodo causado pelo zumbido não depende apenas da intensidade do som. A forma como o cérebro reage e direciona a atenção para esse estímulo também influencia a percepção.

Por isso, abordagens psicológicas e terapias específicas podem ajudar o paciente a reduzir o impacto emocional e a atenção direcionada ao zumbido, melhorando a qualidade de vida.

Medicamentos e suplementos: quando são indicados?

Não existe um medicamento ou suplemento universalmente eficaz para eliminar o zumbido.

Em algumas situações, medicamentos podem ser utilizados para tratar condições associadas, mas não devem ser utilizados por conta própria com a expectativa de simplesmente eliminar o zumbido.

O tratamento mais adequado é aquele definido após uma avaliação individualizada, considerando a causa provável, a audição, os sintomas associados e o quanto o zumbido interfere na vida do paciente.

Existe tratamento para zumbido constante?

Sim. Mesmo quando o zumbido é constante, existem formas de tratamento que podem reduzir sua intensidade ou, principalmente, o quanto ele interfere na vida do paciente.

O primeiro passo é entender se existe uma causa identificável que possa ser tratada. Quando o zumbido está associado a uma alteração auditiva, por exemplo, estratégias voltadas à melhora da audição podem também diminuir a percepção do zumbido.

Quando não é possível eliminar completamente o som, o tratamento pode ser direcionado para reduzir sua percepção e o incômodo associado, permitindo que o paciente volte a dormir, trabalhar e realizar suas atividades com menos interferência.

Entre as possibilidades estão:

  • Tratamento da causa identificada;
  • Aparelhos auditivos quando existe perda auditiva;
  • Terapia sonora;
  • Estratégias terapêuticas voltadas à redução do impacto do zumbido;
  • Tratamento de alterações que estejam agravando o sintoma.

Um aspecto importante é que o objetivo do tratamento não precisa ser necessariamente fazer o zumbido desaparecer completamente. Para muitos pacientes, uma melhora significativa ocorre quando o cérebro passa a dar menos atenção ao som, fazendo com que ele se torne menos perceptível e menos incômodo.

Por isso, mesmo que você tenha zumbido constante há meses ou anos, ainda pode valer a pena realizar uma avaliação especializada. O tratamento deve ser individualizado de acordo com a causa, a audição e o impacto que o zumbido exerce sobre sua qualidade de vida.

Mulher sorrindo e apontando para o próprio ouvido

O estresse pode piorar o zumbido?

Sim. O estresse pode fazer com que o zumbido seja percebido com maior intensidade, mesmo quando não houve uma mudança significativa na origem do som.

Isso acontece porque a percepção do zumbido não depende apenas do ouvido. O cérebro também participa da forma como esse estímulo é interpretado e quanto de atenção damos a ele.

Em períodos de maior estresse, ansiedade ou privação de sono, algumas pessoas passam a prestar mais atenção ao zumbido e a percebê-lo como mais intenso ou incômodo. Isso pode criar um ciclo:

estresse → maior percepção do zumbido → mais preocupação → dificuldade para dormir → maior percepção do zumbido.

O sono também tem um papel importante. Quando a pessoa está cansada ou dorme mal, pode ficar mais difícil desviar a atenção do zumbido, especialmente durante a noite, quando o ambiente está silencioso.

Isso não significa que o zumbido seja “apenas psicológico”. O sintoma é real e pode estar relacionado a alterações do sistema auditivo. O estresse pode funcionar como um fator de piora ou amplificação da percepção.

Por isso, o tratamento de um paciente com zumbido persistente deve considerar não apenas o ouvido e a audição, mas também sono, estresse e o impacto que o sintoma está causando na qualidade de vida.

Zumbido pode desaparecer sozinho?

Sim. Em algumas situações, o zumbido pode desaparecer espontaneamente, principalmente quando está relacionado a uma causa temporária.

Isso pode acontecer, por exemplo, após uma exposição pontual a sons muito intensos, durante determinados problemas do ouvido ou em situações em que existe uma alteração transitória da audição.

Porém, quando o zumbido persiste por semanas, torna-se frequente ou está progressivamente mais intenso, não é recomendável simplesmente esperar que desapareça.

A persistência do sintoma pode estar relacionada a diferentes condições, e identificar a causa pode permitir um tratamento específico ou estratégias para reduzir seu impacto.

Também é importante procurar avaliação mais rapidamente quando o zumbido:

  • Surge de forma súbita;
  • Aparece em apenas um ouvido;
  • É acompanhado de perda auditiva;
  • Tem característica pulsátil;
  • Está associado a tontura importante ou outros sintomas.

Mesmo quando não existe uma causa grave, um zumbido persistente pode afetar o sono, a concentração e a qualidade de vida. Por isso, não é necessário esperar que o sintoma fique insuportável para procurar ajuda.

Uma avaliação com o otorrinolaringologista permite entender as características do zumbido e determinar se é melhor observar, investigar mais profundamente ou iniciar algum tratamento.

Quando procurar um otorrinolaringologista?

O zumbido merece avaliação com um otorrinolaringologista quando é persistente, recorrente ou começa a interferir no sono, na concentração e na qualidade de vida.

A consulta é especialmente importante quando o zumbido:

  • Persiste por semanas ou está piorando;
  • Aparece predominantemente em um único ouvido;
  • Surge acompanhado de perda auditiva ou sensação de ouvido tampado;
  • Tem característica pulsátil, acompanhando os batimentos cardíacos;
  • Aparece de forma súbita;
  • Está associado a tontura ou alterações do equilíbrio;
  • Começa após exposição a sons muito intensos;
  • Está causando dificuldade para dormir ou concentração reduzida.

Em algumas situações, principalmente quando há perda auditiva súbita associada ao zumbido, a avaliação deve ser realizada rapidamente.

O otorrinolaringologista poderá examinar os ouvidos, avaliar a audição e determinar se são necessários exames complementares. A partir dessas informações, é possível identificar causas tratáveis e definir uma estratégia adequada para controlar o sintoma.

Não é preciso esperar o zumbido se tornar incapacitante para procurar ajuda. Quanto mais cedo a causa é investigada, maior a possibilidade de identificar fatores que podem ser tratados e reduzir o impacto do sintoma na sua rotina.

Zumbido tem tratamento: entenda o que está acontecendo com sua audição

O zumbido pode ter diferentes causas e se manifestar de maneiras muito distintas. Por isso, não existe uma solução única que funcione para todas as pessoas.

Em alguns casos, identificar e tratar a causa pode fazer o zumbido desaparecer. Em outros, quando existe uma alteração auditiva ou uma condição persistente, o tratamento pode ter como objetivo reduzir a percepção do som e o impacto que ele causa na vida do paciente.

O mais importante é não assumir que você simplesmente precisa “aprender a conviver” com o zumbido. Uma avaliação especializada pode identificar alterações tratáveis, avaliar a audição e determinar quais estratégias são mais adequadas para o seu caso.

Se você apresenta zumbido persistente, unilateral, pulsátil ou associado a perda auditiva, procure um otorrinolaringologista para uma investigação individualizada.

Entender a origem do zumbido é o primeiro passo para encontrar a melhor forma de tratá-lo e recuperar qualidade de vida.

Qual médico trata o zumbido?

Sou o Dr. Arthur Nunes, médico otorrinolaringologista, com formação de excelência na Universidade Federal da Paraíba e especialização no Hospital Edmundo Vasconcelos.

Meu propósito é fazer você viver com mais qualidade de vida.

No meu consultório, você receberá toda a atenção que necessita para avaliar e tratar da melhor forma o seu zumbido e a sua audição.

Dr. Arthur Nunes, otorrinolaringologista

Dr. Arthur Nunes

Dr. Arthur Nunes

Otorrinolaringologista · CRM-SP 240327

Revisado por Dr. Arthur Nunes em 31 de agosto de 2026

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